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CID H10

Conjuntivite: quantos dias de atestado?

Não existe um número fixo de dias. Em casos comuns de conjuntivite, conforme os sintomas, o risco de contágio, a atividade profissional e a avaliação clínica, o médico pode indicar afastamento por 3 a 7 dias.

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O atestado é emitido apenas quando indicado após avaliação médica.

A conjuntivite (CID-10 H10) é a inflamação da conjuntiva, a membrana fina e transparente que reveste a parte branca do olho e o interior das pálpebras. Quando há afastamento do trabalho ou da escola, ele se justifica sobretudo pelo risco de contágio das formas infecciosas e pelo desconforto que atrapalha tarefas visuais; o número de dias varia conforme o tipo, a intensidade dos sintomas e a atividade da pessoa, e é sempre definido pelo médico após avaliação. Não há um prazo fixo: o atestado é emitido apenas quando indicado clinicamente.

Existem três tipos principais, com comportamentos diferentes. A conjuntivite viral é a mais comum e altamente contagiosa, costuma começar em um olho e migrar para o outro, com olho vermelho, lacrimejamento e secreção aquosa; tende a ser autolimitada, com duração que costuma variar de cerca de 1 a 2 semanas. A bacteriana cursa com secreção mais espessa, amarelada ou esverdeada, e pálpebras que grudam ao acordar. A alérgica provoca coceira intensa, vermelhidão e lacrimejamento, geralmente nos dois olhos, e não é contagiosa, costumando se relacionar a poeira, pólen ou outros alérgenos.

Nas formas infecciosas, a transmissão ocorre pelo contato com as mãos, a secreção ou objetos contaminados, e a pessoa pode transmitir enquanto houver sintomas, com maior intensidade nos primeiros dias. Por isso, materiais de vigilância em saúde orientam evitar ambientes coletivos, piscinas e aglomerações durante a fase ativa. Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta: o diagnóstico do tipo de conjuntivite, a conduta e a eventual necessidade de afastamento dependem de avaliação médica individual.

Sintomas comuns

  • Olho vermelho (hiperemia conjuntival), em um ou nos dois olhos
  • Lacrimejamento aumentado e secreção (aquosa na viral; espessa/amarelada na bacteriana)
  • Sensação de areia, ciscos ou corpo estranho no olho
  • Coceira (mais marcante na conjuntivite alérgica)
  • Pálpebras inchadas e que podem grudar ao acordar
  • Leve incômodo à luz por causa do lacrimejamento e da secreção, sem dor (a fotofobia com dor é sinal de alerta); visão um pouco embaçada pela secreção
  • Na forma viral, pode haver nódulo pré-auricular (íngua) próximo à orelha e sintomas de resfriado associados

Sinais de alerta — procure atendimento presencial

  • Dor ocular intensa ou que piora, diferente de simples ardência
  • Queda ou borramento importante da visão que não melhora ao piscar/limpar a secreção
  • Fotofobia verdadeira (dor real ao olhar para a luz)
  • Vermelhidão profunda ao redor da íris (rubor ciliar) sugerindo comprometimento mais grave
  • Inchaço palpebral acentuado que dificulta abrir o olho, com febre
  • Secreção purulenta muito abundante ou piora progressiva apesar do tratamento
  • Histórico de uso de lente de contato com olho vermelho e dor (risco de infecção de córnea)

Procure pronto atendimento ou serviço de oftalmologia de urgência se houver dor ocular intensa, perda súbita de visão, fotofobia importante, trauma no olho, ou olho vermelho doloroso em usuário de lente de contato. Esses sinais podem indicar quadros graves que vão além de uma conjuntivite simples e exigem avaliação presencial imediata.

Dá para resolver por teleconsulta?

Adequação à telemedicina: Depende do caso.

Limitações e escopo da telemedicina

A teleconsulta permite orientar higiene ocular, diferenciar tipos prováveis de conjuntivite pela história e pela imagem, indicar medidas de alívio e orientar prevenção do contágio, além de avaliar a necessidade de afastamento conforme o caso. No entanto, a telemedicina não substitui o exame oftalmológico presencial com lâmpada de fenda, medida da pressão intraocular e teste de acuidade visual, indispensáveis quando há dor intensa, queda de visão, suspeita de acometimento da córnea ou uso de lente de contato. O diagnóstico definitivo, a prescrição e a eventual emissão de atestado dependem de avaliação médica e ressalva clínica.

Quando é melhor presencial

  • Dor ocular intensa, fotofobia importante ou queda de visão
  • Vermelhidão profunda ao redor da íris (rubor ciliar)
  • Secreção purulenta abundante com inchaço palpebral acentuado e febre
  • Olho vermelho doloroso em quem usa lente de contato
  • Sintomas que persistem ou pioram apesar das medidas iniciais
  • Necessidade de exame ocular detalhado (lâmpada de fenda, medida da pressão ocular ou acuidade visual)

Recuperação e retorno ao trabalho

A maioria das conjuntivites virais é autolimitada e costuma melhorar em cerca de 1 a 2 semanas — período em que ainda pode haver transmissão. A bacteriana também costuma ser autolimitada e melhora em poucos dias; o tratamento, quando indicado, pode acelerar a resolução. A alérgica melhora com o controle do alérgeno e a conduta prescrita. O retorno ao trabalho ou à escola, nas formas contagiosas, é geralmente orientado quando a fase de maior transmissão cede (olho menos vermelho e secreção reduzida), sempre conforme a avaliação e a indicação do médico. Manter a higiene das mãos, não coçar os olhos e não compartilhar toalhas ajuda a evitar transmissão e reinfecção.

Perguntas frequentes

A conjuntivite dá direito a afastamento do trabalho?

Pode haver afastamento, principalmente nas formas contagiosas (viral e bacteriana) ou quando os sintomas atrapalham as tarefas visuais. Não existe um prazo fixo: a necessidade e a duração do afastamento são definidas pelo médico após avaliação. O atestado é emitido somente quando há indicação clínica.

Por quanto tempo a conjuntivite é contagiosa?

As formas viral e bacteriana costumam transmitir enquanto houver sintomas, com maior intensidade nos primeiros dias. A conjuntivite alérgica não é contagiosa. Por isso, durante a fase ativa, recomenda-se evitar ambientes coletivos, não compartilhar toalhas e lavar bem as mãos. O período exato varia conforme o tipo e o caso.

Consigo atestado de conjuntivite por telemedicina?

Em muitos casos leves e típicos, a teleconsulta permite avaliar a conjuntivite e, quando indicado, emitir atestado conforme avaliação clínica. Porém, quadros com dor intensa, queda de visão, suspeita de acometimento da córnea ou uso de lente de contato exigem exame oftalmológico presencial. A conduta sempre depende da avaliação do médico.

Quando a conjuntivite deve ser avaliada presencialmente?

Procure atendimento presencial se houver dor ocular intensa, queda de visão, fotofobia importante, vermelhidão profunda ao redor da íris, secreção purulenta abundante com febre, ou olho vermelho doloroso em quem usa lente de contato. Esses sinais podem indicar problemas mais graves que vão além de uma conjuntivite simples.

O que significa CID H10 no atestado?

H10 é o código da conjuntivite na CID-10 — indica a inflamação da conjuntiva, a membrana fina e transparente que reveste a parte branca do olho. Pela Resolução CFM 2.381/2024, esse diagnóstico em código só deve constar no atestado com autorização expressa do paciente ou em situações específicas previstas em norma, como justa causa e dever legal. O H10 também não determina quantos dias de afastamento: o prazo, quando há indicação, é definido pelo médico após a avaliação clínica.

Precisa de um atestado?

O atestado é emitido apenas quando indicado após avaliação médica.

Quero me consultar

Revisado por Dr. André Quintino (CRM 35060/GO) em 07/06/2026. Conteúdo informativo; não substitui consulta médica. Em emergência, ligue 192 (SAMU).

Fontes: bvsms.saude.gov.br · msdmanuals.com

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Consulta por vídeo com médicos de CRM ativo, das 6h30 às 23h, sem hora marcada. Atestado, receita e pedido de exame saem assinados quando há indicação clínica.